Rodízio de veículos mantido em SP durante greve da Transwolff

A Prefeitura de São Paulo decidiu manter o rodízio de veículos nesta segunda-feira (19/10), mesmo com a greve dos funcionários da Transwolff.

A decisão foi confirmada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que está gerenciando o tráfego na cidade durante a paralisação.

Cerca de 267 mil passageiros estão sendo afetados pela greve, que paralisou 34 linhas do sistema de transporte público na zona sul da cidade.

A Transwolff está sob intervenção desde abril de 2024 e os trabalhadores reivindicam direitos trabalhistas e melhores condições de trabalho.

Manutenção do rodízio de veículos

A Prefeitura de São Paulo decidiu manter o rodízio de veículos nesta segunda-feira (19/10), mesmo diante da greve de ônibus realizada pelos funcionários da Transwolff, que opera na zona sul da cidade. Essa paralisação está impactando aproximadamente 267 mil passageiros, que dependem dos serviços da companhia.

A informação sobre a continuidade do rodízio foi divulgada pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Em resposta à situação, a Prefeitura acionou o sistema Paese, que irá atender as 34 linhas afetadas pela greve. As linhas em questão pertencem ao lote azul claro, enquanto os ônibus do lote D11, pintados de cor vinho, seguem circulando normalmente.

Impactos da greve nos passageiros

A greve de ônibus da Transwolff traz sérios transtornos para os usuários do transporte público. Por conta da paralisação, não apenas a mobilidade urbana fica comprometida, mas também os trabalhadores enfrentam dificuldades para chegar aos seus destinos. A SPTrans, responsável pela operação das linhas desde a caducidade do contrato com a antiga empresa, garante que todos os direitos trabalhistas estão sendo respeitados. Os pagamentos de salários e benefícios estão em dia, segundo a empresa.

Os trabalhadores estão reivindicando melhores condições de trabalho e direitos que, segundo eles, ainda não estão sendo plenamente atendidos. A SPTrans informou que o plano de saúde dos colaboradores está em processo de licitação para a contratação de um novo fornecedor. Enquanto isso, os funcionários estão recebendo uma compensação financeira conforme acordado anteriormente no convênio coletivo.

Além disso, a Transwolff enfrenta investigações relacionadas a possíveis ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que também afeta a operação da empresa. O Ministério Público de São Paulo desencadeou a Operação Fim da Linha em abril de 2024, intensificando a supervisão sobre as atividades da companhia.

Por fim, a gestão municipal alega que a greve não está seguindo a legislação que exige aviso prévio de 72 horas para paralisações em serviços essenciais como o transporte coletivo. Assim, os impactos se estendem tanto para os usuários quanto para a administração do serviço, que busca alternativas para minimizar os efeitos da greve de ônibus na cidade.