Rodízio de veículos em São Paulo é mantido durante greve

O rodízio de veículos continua em São Paulo, mesmo com a greve dos trabalhadores da Transwolff, que interrompeu a operação de ônibus que atende a zona sul da cidade. Cerca de 267 mil passageiros são impactados pela paralisação.

Situação do rodízio de veículos

Na manhã desta segunda-feira (19/10), o rodízio de veículos continua em vigor na capital paulista, mesmo com a greve dos funcionários da Transwolff, empresa de ônibus que opera na zona sul da cidade. De acordo com informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o rodízio segue sem alterações, afetando a circulação de 267 mil passageiros que dependem dos serviços de ônibus durante a paralisação.

A Prefeitura de São Paulo, em resposta à situação, ativou o Plano de Apoio entre Empresas de Ônibus (Paese) em 34 linhas do lote D10, que é o único impactado pela greve e que é identificado pela cor azul clara. O lote D11, cujos ônibus são de cor vinho, está operando normalmente.

Rodízio de veículos

Impacto da greve nos passageiros

A greve da Transwolff tem gerado desafios significativos para os usuários do transporte público. Estima-se que cerca de 267 mil passageiros enfrentam dificuldades devido à ausência dos ônibus no sistema convencional, o que provoca congestionamentos e aumentos nos tempos de espera.

Enquanto isso, a Administração Municipal, por meio da SPTrans, garante que o cumprimento das obrigações com os trabalhadores está em dia, afirmando que salários e benefícios estão sendo pagos regularmente. No entanto, os empregados que estão em paralisação reivindicam melhores condições de trabalho e direitos trabalhistas que, segundo eles, não estão sendo respeitados.

Reivindicações dos trabalhadores da Transwolff

Os trabalhadores da Transwolff solicitam melhorias nas condições laborais e o cumprimento de direitos trabalhistas. A SPTrans, responsável pela gestão das linhas de ônibus após a caducidade do contrato com a Transwolff, informa que todos os depósitos referentes ao INSS e ao FGTS estão sendo feitos pontualmente. Contudo, a solução para as reivindicações relacionadas ao plano de saúde ainda está em andamento, com um processo licitatório em curso para a seleção de um novo fornecedor.

A gestão municipal também se manifestou sobre a legalidade da greve, indicando que a paralisação não atendeu ao aviso prévio estabelecido pela legislação, que exige um intervalo de 72 horas para a comunicação ao público antes da interrupção de um serviço considerado essencial, como o transporte coletivo.

Desde abril de 2024, a Transwolff está sob intervenção da prefeitura, devido à Operação Fim da Linha, que investigou a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público, complicando ainda mais a situação atual dos trabalhadores e usuários.